No Hard Feelings

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Semana passada aconteceu uma coisa muito chata, referente a uma paixão que tomou minha vida há pouco mais de dois anos. Sabe quando você muda o prisma e enxerga que talvez as coisas não sejam como você achava que eram; ou que não vão mais ser dali pra frente? Então.

Mas, conversando sobre isso com a minha mãe, contei que não estava tão triste como achei que ficaria. Eu meio que já estava preparando meu espírito para um dia, talvez, me desapegar disso. E eu disse que, por mais que doesse (e dói), eu tinha dado o meu melhor. Tinha me apaixonado, mergulhado de cabeça, e feito tudo o que eu poderia fazer, o que estava ao meu alcance e além. E que se não foi, é porque não era pra ser. Triste mas vero.

Muitas coisas na nossa vida são assim. A gente se pega e se apega a um grande amor, uma boa ideia, uma paixão fulminante de verão. E a gente quer tanto acreditar que vai dar certo, mas tanto; que se agarra com unhas e dentes, e muitas vezes demora para perceber quando a chama apaga.

Mas é muito reconfortante saber que, enquanto aquilo fazia sentido na sua vida, você se entregou de corpo e alma. Porque ao olhar pra trás, depois, você terá a sensação de missão cumprida. De coração tranquilo de reconhecer que c’est-la-vie e seguir em frente, sem mágoas.

Por isso que não dá para ficar vivendo meia-boca, com medo de mergulhar, de se molhar. Porque o pior arrependimento que a gente pode carregar é daquilo que deixou de fazer – um baita clichê que só se tornou um clichê porque é sim verdadeiro.

E eu também não sou tão destemida assim, também tenho meus medos, receios e angústias. Mas a cada dia que passa, mais eu aprendo a reconhecê-los, e não dar chance para que eles me tomem. Acho que já é um grande passo.

(Source: dropsdeanis.wordpress.com)

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Sobre Camila Andrade

Psicóloga graduada pela PUC-SP e pós graduada em Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapiense. Eterna estudante de fenomenologia existencial heideggeriana e filosofia. Libriana com ascendente em peixes, apaixonada pelas expressões humanas, sobretudo as que se revelam através da arte. Ilustração, fotografia e poesia são minhas paixões! Amo as cores, as combinações inusitadas, os descombinados. O óbvio que não é óbvio muito me interessa... Na minha opinião o complexo pode ser bem interessante!

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