Protagonismo, condição do existir

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Protagonismo, condição do existir

A vida vai passando e nem nos damos conta até que um dia olhamos para onde estamos e nos perguntamos: o que eu fiz para chegar aqui desse jeito?

E esses momentos costumam ser dolorosos, pois o nosso protagonismo é colocado em xeque, afinal somos nós que vamos escolhendo o caminho. E olhar de frente para a nossa responsabilidade não é nada fácil, dói. Aí tendemos a colocar a culpa nos outros, nas coisas, no mundo e tiramos das nossas costas o peso… nos transformamos em vítimas… e abrimos mão da grande oportunidade de crescer a partir dos erros…

Viver exige valentia para carregar o peso das escolhas e suas consequencias. Jogar a culpa nos outros, nas coisas, no mundo nos ajuda a sustentar uma ilusão de que não havia como ser diferente. E esperamos que alguém faça alguma coisa, que o outro enxergue que errou…

E pode até ser que de fato o outro tenha feito algum mal, mas qual a nossa responsabilidade nisso? Sempre há uma parte que é nossa… Santo Agostinho dizia: O que eu fiz para permitir que isso acontecesse”.

Não tem jeito, a nossa existência depende exclusivamente de nós, das escolhas que fazemos o tempo todo. Mesmo quando soltamos as rédeas da nossa vida estamos decidindo pela inércia, decidindo que daremos aos outros a nossa possibilidade de escolha.

Existir é árduo, não há dúvida… mas saber que só depende nós mesmso é libertador, pois mudar a si mesmo é mais fácil que tentar mudar o outro… só exige valentia e persistência.

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